ALUCINAÇÃO
(nas
versões português/espanhol)
Quando eu olhei para você,
senti algo diferente dentro de mim,
uma sensação gostosa invadiu meu ser.
E quando você me tirou para dançar
meus pés pareciam grudados no chão,
não se moviam... não obedeciam ao comando
do meu cérebro que lhes dizia: Vamos, dancem!
Você parecia ler o meu íntimo.
Você me fitava intensamente de uma maneira
que me fez sentir desnuda.
Você me tinha em seus braços.
Você me conduzia, sorrindo ternamente,
e eu me deixava levar suavemente.
Meu corpo tremia... minha boca queimava
desejando a sua... seu cheiro me convidava
ao amor... meu corpo parecia já conhecer o seu.
Você me beijou! Ou fui eu que o beijei?
Isso não interessa... não me importa.
Só que nunca senti lábios tão quentes e ardentes!
Lábios ternos... gostosos como os seus
nesse desejo louco... selvagem... daí para
o motel foi um leve piscar de olhos.
Nos amamos com sofreguidão...
deixei-me levar pela volúpia, pelo êxtase
do momento... do seu sexo em mim.
Nossos corpos ali enroscados não queriam parar,
e pedíamos sempre mais... não nos saciávamos...
até que a luz do sol entrou pelo quarto
e seus raios mostraram dois corpos suados...
cansados... felizes, enfim saciados.
Depois, nunca mais o vi. O telefone que
havia me dado nunca fora seu.
Voltei ao salão do baile, perguntei,
mas ninguém o conhecia.
Ninguém o vira ali comigo naquela noite.
Eu estava sim, mas sozinha.
Não foi um sonho, porque nas marcas do meu corpo estão seus dedos... seu cheiro impregnado no meu.
Será que você é um Anjo?
Rezo todas as noites pedindo a Deus
que me ajude a encontrar uma pessoa boa
para que eu possa amar e que me ame.
Se for você um Anjo... ou um Fantasma,
Volte, porque meu coração está acelerado
louco... morrendo de saudades de você.
Então volte!... Venha me amar!
***
ALUCINACIÓN
Cuando fijé mis ojos sobre ti
sentí algo diferente sobre mí,
una sensación exquisita invadió mi ser
y cuando tú me invitaste a bailar
tus piés parecian pegados en el suelo,
no se movían... no obedecían al comando
de mi cerebro que les decía: ¡Venga!, ¡Bailen!
A mí me parecía que tú leías mi íntimo.
Tú me fijabas tan intensamente de una manera
que me hice sentir desnuda.
Me tenías en tus brazos, me conducías sonriendo tiernamente y me dejaba llevar suavemente.
Mi cuerpo tremblaba... mi boca quemaba
deseando la tuya... tu olor me invitaba
al amor... a mi cuerpo le parecía ya conocer el tuyo.
¿ Tú me besaste... o fui yo que te besé?
Ello no es interesante... a mí no importa.
¡Nunca he sentido labios tan calientes y ardientes!
Labios tiernos... deliciosos como los tuyos
en ese loco deseo... salvaje... de ahí hacia
el motel en menos que canta un gallo.
Nos amamos con inquietud...
Me he dejado llevar por la voluptuosidad, por el éxtasis del momento... de tu sexo en mí.
Nuestros cuerpos allí enroscados no querían parar,
y pedíamos siempre más... no nos saciábamos...
Hasta el momento en el que la luz del Sol entró en la habitación y sus rayos revelaron dos cuerpos
sudados... Cansados... felices, en fin saciados.
Después, no te he visto nunca jamás. El teléfono que me había presentado nunca había sido tuyo.
Volví al salón del baile, investigué,
pero nadie te conocía.
Nadie te había visto allí conmigo en aquella noche.
Yo estaba sí, pero sola.
No fuera un sueño, porque en las marcas de mi cuerpo están tus dedos... tu olor impregnado en el mío.
¿Serás un Ángel?
Hago oración a Dios todas noches le pidiendo ayuda para que yo encuentre una buena persona
que me ame y que yo pueda amarla..
Seas tú un Ángel... o un Fantasma,
Vuelva, porque mi corazón está acelerado
loco... muriendo porque te añora.
Entonces, ¡Vuelva... Ven me amar!
ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITORIA.E.E.SANTO
Traducción: JUANYTA FERREIRA