AO GRANDE MESTRE


Era um dia de domingo,
mas não um domingo qualquer.
Por quê?
Porque estávamos no dia 30 de junho de 2002 e o Brasil, o país do futebol, parou para assistir a grande final com a Alemanha!
Havia um pouco de mistério no ar, uma luz que brilhava, incansavelmente, entretanto, poucos a percebiam...
Um silêncio que dizia tantas coisas e somente eu ouvia.
Eram palavras doces, como uma linda despedida.
Quem estaria se despedindo de mim naquele domingo? ...
Qualquer rumor parecia vir de muito longe, meu coração doía, sentia pontadas de agonia, como 
se alguém muito querido me dissesse:
Chegou a hora da transferência...”
“Não é uma hora triste, vou esperar que todos os corações se encham de paz, de alegria, de serenidade, para eu poder partir.”
Você, meu querido, estava partindo feliz, deixando esse povo feliz, esse povo que você tanto amava, e por quem foi tão amado, respeitado e idolatrado.
você sorria porque todos sorriam, mas só eu sentia, embora não entendesse...
Meu querido Francisco Cândido Xavier, um homem que veio ao mundo trazer a paz, semear a bondade e a serenidade, consolar os aflitos.
Você partiu no momento justo em que 
sentiu que o seu povo estava realmente feliz
como você havia sido em toda a sua vida...
Querido e saudoso Chico Xavier, que as bênçãos divinas continuem a cair sobre você e a 
nos iluminar até o fim de nossa caminhada...
A você, o meu carinhoso, fraterno e
feliz abraço de despedida!



ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITORIA.E.E.SANTO
01.07.2002