BANQUETE DE CARNE E ESPUMA

Maria Hilda de J. Alão



Vem, não demores meu amor, demais,
Porque o desejo tem pressa. Agora,
Brotando, arrepia meu seio nu de fora,
Fazendo-me gemer em longos ais...

Não te entretenhas com amores venais,
Vem ouvir a canção saudosa, sonora,
Que canto para suportar a demora,
Que fere mais que afiados punhais.

Espero. Chegas trazendo o teu perfume,
E no meu ouvido a tua voz em queixume.
Nas veias pulsantes, meu sangue ferve,

Faz do meu corpo escravo que te serve,
Despido de pudor e, sem vergonha nenhuma,
Oferece-te um banquete de carne e espuma...

13/05/03.

***

BANQUETE DE AMOR
Arneyde T. Marcheschi


Vem meu amor...
a noite está tão linda
feita para nós dois.
Feita para nos receber em seus braços....
com todo nosso amor...nossa paixão.

Vem, amor, vem beber da minha fonte,
o mel do meu amor...
a essência viva da paixão....
esse agridoce liquido
que nos enlouquece
que procria....
que inebria....

vem meu amor...
sinto nossas carnes trêmulas...
com o fogo do desejo
anos consumir as 
entranhas....
quero que me possuas por inteiro,
num momento mágico...doce..eterno.
Um momento onde dois corpos se fundem num só.
onde nossos corações palpitantes
se banqueteiam com
todo néctar existente em nossos
corpos ardentes.

vem meu amor...
hoje e sempre...
eternamente!

16.05.2003