CLÍMAX
Juany x Arneyde x Nina
...então me pegas ao colo
...docemente provocando-me
e me deixas em brasas
na dobra do joelho a tua mão
me enchendo de tesão
calor, amor, paixão...
na outra se apóia a minha nuca
acelerando meu coração
Beijas-me a garganta
Fazes-me sentir
Tua mão quente a me acariciar
um seio já descomposto
E eu ali, me expondo
despertas-me desejos
daqueles... bem obcenos
e vais depositar-me
enloquecidos
profanos, insanos
suavemente na cama
no chão ou na lama
explorando meu corpo
que ferve junto ao teu e
que assim se cumpre o fado
antecipando meu gozo
clareando as lembranças
da maldita herança lusa
me enlouquecendo
Desapertas o último botão
me afrouxa
Sinto o fogo da paixão
da minha saia da blusa
a queimar meu sexo
louco e ansioso do
teu corpo sobre o meu
e quero sempre mais
sôfrego beijo esmaga nossas bocas
enrosca a tua língua macia
nosso amor úmido de
saliva e paixão
desliza a tua mão direita
no meu corpo nu
e todo teu
procurando reentrâncias
e chego ao êxtase
porém, sempre querendo mais
a esquerda me molda saliências
no mais profundo carinho
fazendo de meu corpo seu ninho
Meu corpo salta ao toque quase elétrico
ao choque gostoso do amor
Deslizo sobre tuas coxas peludas
a tua boca desce
e explora meu ventre
como se fosse veludo te beijo
sugerindo indecências
delicias e inconsequências
sinto teu sexo intumescendo
tremo num movimento frenético
e jogo contigo
o jogo do sexo
no ardor de nossos corpos
em flor todo se abriu tenso o meu sexo
amando e gozando
como dois animais no cio
eis te trespassa um arrepio
ouço teus gemidos de prazer
o teu salta pula cresce
só pra me satisfazer
e me penetra no vaivém in crescendo
e no ballet de nossos corpos
desses sussurros sem nexo
dando hurras ao sexo
que a libido coloca em nossa voz
quedamo-nos exaustos...mas
prontos a recomeçarmos tudo
novamente...docemente
E assim se fez o amor
de modo que todas
as palavras aqui escritas
nada contam...
Nada dizem...
Juany
Abril/2003
Arneyde T. Marcheschi
Junho/2003
Nina
Junho/2003