Entrelaçado
Zena Maciel
Ana Alice Zanettini
Arneyde T. Marcheschi
Nos Requebros do Amor
Desvirginei o dia
Entreguei-me na noite
me doei na madrugada
Estuprei o passado
Arranquei as entraves
soltei as amarras
Gritei de alegria!
Agora me resta
viver em harmonia.
Enfim a carta de alforria!
Libertei-me das algemas das opressões
soltei os grilhões, e so alegria!
Dei ordens ao vagabundo destino
Determinei , coloquei debaixo dos meus pés
sob meu comando, a voz firme
Segui sorrindo
gargalhei, garbosa
me senti vitoriosa
Alegra -te alma!
Vai segue em frente
colhe seus louros
Apaga este mundo sem cores
Renova este seu brilho
lute pelos seus amores
Acende estas retinas
desnuda as imagens diante dos meus olhos
és liberta, iluminada
com a luz da paixão
Com tintas e aquarelas
com muita emoção
Pinta um arco-íris no coração!
Magnificente cândido
exuberante, apaixonado
Entrega-te as loucuras de amor
fragmentado pela insipidez
beba do calice da languidez
Adoça a vida com o néctar da sedução
Desonra - me com suas carícias
use-me, leve-me a exaustão
Extirpa sobras de dores
extingue todas as angustias
apaga todos clamores , desamores.
Desperta esta odalisca deste mundo de ilusão
Não aceito ser escrava, mulher do sultão
sou livre , não sofro opressão
Vem cá! Dá-me tua mão!
Segura firme, não solta não
sinta-se segura junto a mim
Chegou a primavera!
Estação que se renova às esperanças
onde renasce os amores
Enlouquece
a boca das quimeras
de êxtase e tesão
Vem dançar nos requebros do amor
No remelexo do corpo
solta sua doce silhueta nua
A felicidade te espera
Com pompas
e mil quimeras
para desabrochar em flor
a insolência da natureza!
16/03/2005
