PARIS SACANA
Aberto Peyrano x Arneyde T. Marcheschi
(nas versões português e espanhol)
Noite dos lençóis pretos entre tuas pernas famintas
e este fumo do meu cigarro se acabando
nuvens de fumo... teus olhos semicerrados...
a nicotina ascendendo, o meu cérebro voando num
torpor pesado e denso na noite de Paris.
A tua mão aferra o mastro que se eleva lentamente
ao compasso dum bolero que a tua boca compõe
com a tua seiva e tesão. A minha mão,
lentamente, se umedecendo na tua fenda ...
Ah.... Paris sacana... Paris da nossa paixão...
Paris! onde a menina se
transformou em mulher...
aprendeu a amar...
a entregar-se, maliciosamente...
entregou-se nas
escadas do Louvre
freneticamente...
acariciando seu membro ereto,e gemendo de tesão,
gozou extasiadamente
deixando-se levar pela doce e sensual cidade
e pelos encantos do seu amante inveterado,
que nunca sacia sua fome de desejos.
Paris! Paris! Cidade luz
que ascendeu a chama ardente do meu desejo
do meu torpor, de minha paixão alucinante....
descobriu-se os encantos
guardados a sete chaves
e ficou como um marco na minha memória,onde
deixei a minha pura inocência
e aprendi a ser essa mulher,e, amante ardente!
Nesta cidade sacana... terra da nossa paixão...
Seja novamente a minha boneca, afaste
os cabelos do seu rosto e não enjeite meu propósito:
que você seja o Sena onde navegue o meu veleiro
e a caverna da sua boca me devore por inteiro.
Olhe pelas janelas as torres de Notre Dame
e ouça a sanfona que canta nossa valsa em do menor.
Vamos ao chão, é melhor. O fumo tem densidade
que as vezes não deixa ver. Recebe meu corpo inteiro
devagarinho, suave, como enlouquece você.
Amor, me de sua mão
vamos à Pigally, e lá
dançaremos comemorando o nosso
amor...esse amor louco
desvairado...que me
leva a volúpias intensas
ao bel-prazer.
E nos salões enfumaçados...
nos deixaremos flagrar...
no rosto,os sinais desse
desejo ...desse amor
insano...profano...
como amantes que somos!
***
PARIS CANALLA
Noche de sábanas negras entre tus piernas hambrientas
y este humo del cigarro que se acaba
nubes de humo... tus ojos semicerrados...
la nicotina ascendiendo, mi cerebro volando
en un sopor pesado... denso... en la noche de París.
Tu mano aferra mi sexo que se eleva lentamente
al compás de un bolero que tu boca compone
con tu saliva y ardor. Mi mano,
lentamente, humedeciendo tu grieta ...
Ah.... Paris canalla... Paris de nuestra pasión...
Paris! donde la niña
se transformó en mujer...
aprendió a amar...
a entregarse, pícaramente...
en la escalera del Louvre
frenéticamente...
acariciando tu sexo, y gimiendo de pasión,
gozó extasiadamente
dejándose llevar por la dulce y sensual ciudad
y por los encantos de su amante inveterado,
que nunca sacia su hambre de deseos.
Paris! Paris! Ciudad luz
que encendió la llama ardiente de mi ardor
de mi sopor, de mi pasión alucinante....
que descubrió mis encantos
guardados con siete llaves
y dejó grabado en mi memoria,
el momento donde dejé mi pura inocencia
y aprendí a ser esta mujer, amante ardiente!
En esta ciudad perversa... tierra de nuestra pasión...
Sé mi poupée nuevamente, aparta
los cabellos de tu rostro y no frustres mi propósito:
que seas el Sena donde mi velero se desplace
y que la voraz caverna de tu boca me devore.
Mira por la ventana las torres de Notre Dame
oye el acordeón que canta nuestro vals en do menor.
Vamos al suelo, es mejor. El humo está muy denso
y ya no permite vernos. Recibe todo mi cuerpo
despacito, suave, y comienza a enloquecer.
Amor, dame tu mano
vamos a Pigalle, y allá bailaremos
homenajeando al amor...
este amor loco
desvariado...que me lleva
voluptuosa, intensamente
al bello placer.
Y en los salones neblinosos...
nos dejaremos llevar...
y se verán en los rostros las señales
de este deseo ... de este amor
insano...profano...
como amantes que somos!
Alberto Peyrano
Buenos Aires (Argentina)
10.07.2003
Arneyde T. Marcheschi
Vitoria/ES ( Brasil)
10.07.2003
Versão total em português: Arneyde T Marcheschi
Versão total em espanhol: Alberto Peyrano