LAMENTOS


Quantas vezes nos queixamos,
nos lamentamos por coisas
tão simples e banais?
A queixa e a reclamação faz
parte da vida.
É mais fácil reclamar, porque
sempre há alguém para nos ouvir.
Mas, será que queremos ser
lembrados como
"O queixoso"? Ou seria melhor
sermos lembrados como
"O agradecido"?
O descontentamento parece
ser latente em nós...
Queixamo-nos da roupa,
do alimento, dos governantes,
do barulho, do silêncio,
do calor, do frio...
Muitas vezes, somos somente
incoerências concretas e móveis.
Nós ficamos tão presos às lamúrias,
que não paramos para admirar a
magnitude da natureza, a bênção de sermos livres, 

de não termos que viver como os pássaros presos em gaiolas...
A liberdade de ir e vir, de falar e ouvir,
e discutir, de lutar pelos nossos direitos, 

de questionarmos e criarmos ou dirimirmos dúvidas.
Por que procurar a guerra se
podemos dispor prazerosamente da paz?
Em vez de reconhecermos o quanto somos felizes,
prendemo-nos às tristezas do passado, agimos como
quem não sabe o que deseja,
até mesmo sem discernir tristeza e
alegria... E o despertar, quase
sempre, somente chega quando
alguém querido se "perde" para
a vida, ou parte sem sequer dizer
adeus...
Nesse momento, é que reconhecemos, às
vezes tardiamente, o quanto éramos
felizes, mas estávamos ocupados
demais lamentando a vida, que
não tivemos tempo para perceber
que a felicidade esteve todo o
tempo ao nosso lado...



ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITORIA.E.E.SANTO
05.10.2002 - 04:00 hs.