LUZES DA RIBALTA
Eu descobri o amor assistindo...
"LUZES DA RIBALTA"
umas dez vezes, pelo menos...
Tempos que
não voltam mais...
Quanto glamour! Quanta emoção!
Tela à minha frente,
música, comoção,
suspiros, paixão,
disparando o coração...
Me veio a gostosa sensação
ao constatar que o amor existia
realmente...
Eu já desfrutava a alegria
do primeiro namorado,
um menino franzino,
magrinho, mas belo para mim.
O primeiro amor... Que lindo!
Doce e garboso,
um grande futuro
a me esperar...
Até hoje quando ouço "Luzes da Ribalta",
volto ao tempo de menina,
sinto as saudades do cine
São Luiz, no centro da cidade...
Encontro da garotada
nas tardes de sábados,
domingos e feriados...
Invade-me grande nostalgia
ao me lembrar do que eu sentia
quando menina,
e que acreditava nos
sonhos...
Talvez, por isso eu adore
o cinema antigo e seus roteiros
fantásticos, luzes, ribalta...
Juan Rodrigues, ator de uma vez.
Cenas imortais
que viraram história.
A delicadeza...
A nobreza das intenções...
O romantismo, a sedução...
O encanto, a fantasia...
O amor que eu esperei...
Que eu sempre sonhei...
Constato que existia...
Me transporto àquelas cenas,
vivo e revivo suavemente...
Aspiro essa magia,
tentando voltar ao passado para
reviver, por minutos apenas.
Como valeria a pena
se eu pudesse
reviver sequer uma partícula
do que sonhei!
ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITORIA.E.E.SANTO
14.05.1994 - 22:00 hs.