SEM PALAVRAS
Nancilia


Um diálogo mudo travamos,
Sem palavras,
Apenas de corpos feito
Na hora que nos amamos
E nos entregamos
Com direito,
Com efeito,
Com jeito.

As sensações tornaram-se externas
Através de uma mútua exploração
Onde perdiam-se braços e pernas
No desejo crescente da paixão.

E, apesar de mudo,
Foi, contudo,
Nosso diálogo
Mais convincente,
Eloqüente,
comovente.
Foi...tudo!

AMOR CONSCIENTE
Nancilia


Não quero nem posso te dar
Um corpo jovem, sem cicatrizes,
Mas sei que posso ofertar
Um corpo maduro,
Seguro,
Uma paixão ardente,
Conseqüente,
Momentos felizes.

De mim foi-se o frescor da primavera,
Mas restou do outono a sabedoria
Que não se perde em vãs quimeras
Nem se ilude com fantasias.

No passado fui tola e infantil,
Transformei o amor em conto juvenil,
Deixando passar a oportunidade
De te amar dentro da realidade.

E hoje, que me conheço plenamente,
Deponho aos teus pés toda a emoção
De te fazer e me fazer contente
Dentro de um amor livre, sem restrição.

Agora te amo na liberdade
De sermos nós, simplesmente,
Sem juras,
Sem amarguras,
Sem cobranças,
Sem alianças.

Hoje quero ter o prazer
De te dar prazer
E te oferecer
O meu...ser.

 

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