O POETA LOUCO
A imensidão nos sugere
que somos imensos...
somos gigantes, somos fortes,
mas que também podemos ser
doces...suaves...amenos.
Todos me chamam o poeta louco,
porque tenho a voz enrouquecida de gritar
poemas... de chamar teu nome... em vão!
Tu partiste ...deixaste-me só,
louco...ensandecido com a
minha imensa dor.
Mas não descansarei...
Dentro de mim ouço urros...
gemidos...sussurros...e sei que são teus...
Eles me lembram o teu modo,
o teu jeito de gritar quando fazíamos amor...
tresloucada e apaixonadamente...
Atravessarei pela imensidão
do mundo...das florestas...
mares...oceanos... rios... lagos...
montes...montanhas. E te encontrarei
onde estiveres, pois teu cheiro,
teu perfume... será meu guia fiel.
Cortarei matas... sentirei frio...
fome e sede para te encontrar.
E quando te encontrar te cobrirei
com meus beijos...ardentes...
e minhas brasas queimarão
teu corpo... teu rosto...
e nos encontrarão abraçados...
cansados...exauridos...
de tanto fazer amor...
deitados lado a lado, e tu
fria...inerte...gelada...
e no meu olhar um sorriso
louco...insano...de quem
agora encontrou a paz...
encontrou a vida...
encontrou o amor.
E nas duas taças de vinho,
encontrarão a prova final de
que o poeta louco bebeu do
teu veneno...mas morreu
feliz...realizado...porque
com ele levou...a única
mulher que em vida amou .
ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITORIA.E.E.SANTO
23.09.2002 - 16:00 hs.