PRISIONEIRA
DE MIM
Sou prisioneira de mim mesma.
Minh'alma anseia por se
livrar das amarras,
mas é inútil!
O esforço me deixa exausta,
me sufoca... Eu choro....
Fortes elos me prendem!
Vagueio pelo mundo
num indo e vindo desconexo,
sem chegar a lugar algum.
Nas noites escuras sinto frio...
Tenho medo...
As algemas apertam meus punhos,
me ferem a pele, deixando cicatrizes...
A chuva encharca meu corpo cansado.
Preciso sair dessa couraça,
mas me faltam forças...
Talvez, no amanhã...
Ou no seu sorriso eu encontre
forças para desatar os nós,
livrar-me da mordaça
e gritar ao mundo:
Sou livre!
ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITÓRIA E.SANTO
15.11.2003