QUANDO O DESTINO TE TRAI
O poeta olha a lua, as estrelas, e sonha...
Sonha com o amor da sua linda morena,
desejando ser o alvo do seu amor,
idealizando com ela uma vida serena!!!
Olha para o mar de águas claras,
pensa na pele lisa e macia,
ansioso para acariciar, beijar...
E em seu corpo ardente se esfregar!
Em seus anseios apaixonados se põe a imaginar
a boca quente que quer beijar...
a língua doce com que deseja se deliciar...
no frenesi de um delicioso e lânguido amar!
Olha para o Infinito... Deixa a alma voar,
permite sua imaginação flutuar...
em busca de outros devaneios rumar,
mas chora por aquela que não pode amar...
O vento, seu inimigo,
trouxe -lhe a canção de amor
que sua morena canta para ele,
o vento, àquele a quem realmente ela
entregou o coração...
E o poeta chora a dor do desamor,
da peça que o destino traiçoeiro lhe pregou!
ARNEYDE T. MARCHESCHI
VITÓRIA E.SANTO
12.08.2003 - 12:30 hs.