O amor é quase um segredo,
Que se guarda no coração,
Começa sempre com medo,
Termina sempre em paixão.
Ciranda de Trovas
Adeus, ó terra da minha alma,
Adeus, ó terra querida;
Quem parte leva saudade,
Quem fica chora a partida.
A saudade é um espinho
Que nos fere sem doer;
Dói no fundo da alma,
Faz a gente sofrer.
Quem me dera ser a folha
Que o vento leva a voar,
Para pousar de mansinho
Onde tu fores morar.
A Tradição da Trova
A Trova (ou quadra popular) é a manifestação poética mais duradoura e amada da língua portuguesa. Composta estritamente por quatro versos de sete sílabas poéticas (redondilha maior), ela encerra em si um pensamento completo de forma simples, musical e profunda.
Esta antologia recolhe criações folclóricas e trovas tradicionais que resistiram ao tempo nos cancioneiros de Portugal e do Brasil, celebrando a sabedoria popular e o lirismo espontâneo.
Se a saudade matasse,
Como dizem que ela faz,
Eu já estaria na sepultura,
E não sofreria mais.
Eu plantei um Alecrim
No vaso do meu amor;
Nasceu folha, nasceu galho,
Só não nasceu a flor.
Acesse também o nosso Catálogo Geral de Poemas para ler criações de autores consagrados que também beberam da simplicidade das trovas em suas produções líricas.